Escolhendo uma carreira

segunda-feira, agosto 01, 2016


   Me lembro de quando era criança e sonhava em ficar presa em uma loja de brinquedos, imaginava incontáveis histórias e aventuras, queria crescer logo e realiza-las, queria ser independente, ir pra onde eu quisesse, queria ver o pôr do sol, fugir para as montanhas e quem sabe morar a beira de uma praia, não importava qual era o sonho, o mais importante é que naquela época tudo era possível.
Ninguém me disse que era tão difícil crescer, talvez tenham citado algo como
 “Você não sabe de nada menina, ser criança é tão fácil...”
eu não concordava, nunca achei que minha infância foi fácil, mas posso dizer que foi lindamente aproveitada, eu brinquei na rua com todas as crianças, eu cai feio, ralei o joelho, me sujei de terra e brinquei de boneca até os quinze anos, eu fui inocente como uma criança deve ser, e levei essa essência comigo pela a vida a fora, então, eu cresci, é claro que eu sabia o que esperar do mundo, mas toda aquela pressão...
Estude, se forme, faculdade, carreira, casar, filhos, velhice, morte.
Parece que tudo é arquitetado de forma minuciosa, e você deve seguir esse plano na ordem correta ou a sociedade te condenará com olhares atravessados e o sentimento de fracasso te consumirá.
Eu demorei a descobri minha vocação, quer dizer, escolher uma carreira e a seguir pelo resto da vida era pressão demais para mim, então primeiro aceitei fazer aquilo que era mais cômodo e que meus pais queriam, e lá se foi um semestre de administração aos dezoito anos jogados no lixo, descobri na pratica que eu odiava todas aquelas matérias, as vezes eu chorava quando chegava no portão da faculdade, eu não queria entrar, e ia até ali só para ter certeza de que eu não conseguiria fazer aquilo. Aos dezenove tomei a maior decisão da minha vida, sair de casa, foi a coisa mais difícil e mais libertadora que eu já fiz, e a liberdade valeu o preço da dificuldade (mas não me entendam mal, ressalto que no meu caso LIBERDADE nada teve a ver com LIBERTINAGEM ) só um tempo depois me descobrir na Psicologia, aos vinte e dois anos eu ia para as aulas e as amava, todas, eu realmente queria estar ali, aquele conteúdo fazia parte do que eu era e ela me completou de uma forma única, então entendi o sentido de se amar o que se faz, e era aquilo que eu queria fazer.
Se eu puder te dar um conselho, eu te direi, faça aquilo que você ama, e se não sabe o que é descubra, vá ao máximo de palestras que conseguir, vá em feiras vocacionais, converse com profissionais da área e só faça se realmente quiser, não faça para agradar ninguém afinal é você que terá que conviver com suas escolhas.

Se eu soubesse disso aos dezoito...

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